Cientistas elaboram vacina experimental que gera anticorpos do HIV em ratos

Por carambola.com.vc - 19/06/2015

Um grupo de cientistas desenvolveu uma vacina experimental que pode gerar em ratos os anticorpos necessários para neutralizar o vírus da imunodeficiência humana (HIV), causadora da Aids. A descoberta pode contribuir com informações cruciais para a elaboração de uma vacina efetiva contra a Aids, segundo os autores.

Essa inovação foi publicada nesta quinta-feira (18) nas revistas especializadas Cell e Science, em três estudos elaborados por cientistas de duas instituições dos Estados Unidos, o Instituto de Pesquisas Scripps (TSRI) e a Universidade Rockefeller, assim como pela Iniciativa Internacional da Vacina da Aids (IAVI).

Uma das equipes de cientistas usou uma proteína, o imunógeno eOD-GT8 60mer, que é uma nanopartícula criada para ativar células necessárias na luta contra o HIV. No estudo publicado na Cell, codirigido pelo professor William Schief, da IAVI, os especialistas usaram também a eOD-GT8 60mer, mas com um modelo de rato diferente.

Em um terceiro estudo divulgado na Science, os cientistas utilizaram outros imunógenos que também provocaram uma reação de imunidade em coelhos e primatas.

A capacidade do HIV de sofrer mutações assim que entra em um corpo sempre representou uma grande frustração para os pesquisadores da vacina contra o vírus, que tiveram dificuldades para decifrar esse comportamento.

Historicamente, os esforços se centraram em criar uma vacina que permita desenvolver anticorpos que protejam contra diferentes versões do vírus, mas sempre culminaram em tentativas fracassadas nos testes pré-clínicos e clínicos.

Nos últimos anos, no entanto, os cientistas se deram conta de que uma pequena fração das pessoas que vivem com o HIV desenvolvem anticorpos amplamente neutralizantes, e estes são muito potentes contra diferentes variantes do vírus.

Agora, a inovação publicada na Cell e na Science mostra que é possível gerar estes anticorpos em ratos através de uma sucessão de vacinas.

Os ratos estudados não receberam o HIV ou uma infecção equivalente. Por isso, os cientistas ressaltaram a necessidade de provar se este novo enfoque oferece proteção aos seres humanos.


Via INFO